Candidato de primeiro voto, Marconi Perillo terá dificuldades para se eleger senador em Goiás


Analistas ouvidos pelo Blog dizem que, numa eleição onde o eleitor tem a opção de votar duas vezes para um mesmo cargo, candidato com alta rejeição fica isolado e seus votos restritos apenas aos seus fiéis eleitores, sem a opção do segundo voto

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Nas eleições de outubro próximo, o eleitor terá a oportunidade de votar em dois candidatos para senador. Além do seu preferido, o cidadão poderá optar por eleger mais um senador. Dessa forma, os candidatos se organizam e trabalham para receber, além do voto do seu eleitor fiel, também o segundo voto daquele eleitor que tem uma preferência inicial, mas que, por dispor de uma segunda opção, pode escolher mais um candidato.

Portanto, os pretensos candidatos estão atentos para absorverem esse chamado “segundo voto”. Analistas explicam que o segundo voto, em tese, não será dado aleatoriamente, já que o eleitor guarda uma certa coerência, como ideologia, por exemplo. Eleitor da oposição dificilmente vai dar o segundo voto a um candidato da situação, e vice-versa.

Por esse prisma, todos são unânimes em afirmar que Marconi Perillo é candidato apenas do primeiro voto. Implica dizer que o atual governador e possível candidato ao senado receberá os votos apenas daqueles que o tem como principal candidato, portanto a primeira opção de voto do eleitor.

Dificilmente Marconi Perillo receberá o segundo voto do eleitor que optar primeiro por candidatos da oposição e mesmo de candidatos mais moderados, como Lúcia Vânia e Vilmar Rocha, caso esse venha a se lançar candidato, e muito menos de um controverso candidato como Kajuru, os quais, com exceção deste último, podem ser a segunda opção de um eventual eleitor de Perillo.

Estima-se que ao menos 3,8 milhões de eleitores no Estado de Goiás, num universo de 4,4 milhões cadastrados, irão às urnas em 2018 e com todos os candidatos ao senado disputando a totalidade deles, o segundo voto fará toda diferença nestas eleições. Candidato que seja apenas a primeira opção do eleitor corre o risco de se estagnar e não conseguir votos suficientes para levá-lo ao Congresso.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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