Celg Telecom: Governo precisa explicar porque a manteve por tanto tempo.

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A extinção da Celg Telecom, empresa criada pelo Governo de Goiás em 2008 para implantar e atuar na área de fibra ótica, anunciada por Marconi Perillo, corrobora a tese de que o governo tucano não soube gerir projetos e prioridades. A empresa que nunca saiu do papel vinha gastando, desde sua pseudo fundação, mais de R$ 1,2 milhão mensais e só de salários pagava algo em torno de R$ 850 mil por mês. A estatal tem três diretores e oito conselheiros. Na prática é mais um cabide de emprego para os amigos da corte.

O anúncio da extinção da estatal, deficitária desde sua criação, foi feito com pompa pelos governistas, como se pretendessem fazer do fato um marco favorável à gestão de Marconi Perillo. A realidade é que tal empresa sequer deveria ter nascido. Projetos mal ajambrados como esse da Celg Telecom jogam luz sobre o motivo das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Estado. A má gestão de Perillo, criando empresas que não funcionam e que só consomem muito dinheiro dos cofres públicos, é a verdadeira razão da crise que ora se abate sobre Goiás. Antes de comemorarem o fim do “cabide” estatal, a turma do palácio deveria pedir desculpas ao povo de Goiás.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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