A Constituição Federal não permite intervenção militar, esclarece procurador da República


Hélio Telho, do Ministério Público Federal de Goiás, afirma que qualquer intervenção militar é inconstitucional e que é desonestidade incitar tal medida

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O procurador da República em Goiás, Helio Telho, disse hoje, 30, na sua conta no Twitter, que qualquer intervenção militar no Brasil configuraria uma ruptura democrática, já que não há na Constituição Federal de 1988 nenhuma anuência a tal medida.

Helio Telho, um dos tuiteiros mais influentes em Goiás, mostrou-se indignado com a esdrúxula manifestação que tem ecoado pelo Brasil nos últimos dias. “A quem defende ‘intervenção militar constitucional’, recomendo que deixe de preguiça e leia a Constituição, antes de ficar repetindo asneiras que aprendeu a falar como um papagaio. A Constituição não permite intervenção militar”, escreveu, ensinando que qualquer intervenção militar é inconstitucional.

Para Telho, quem defende a intervenção militar estaria, na realidade, defendendo um golpe contra a Constituição, a democracia, a liberdade e os direitos individuais do cidadão e desafiou esses cidadãos a revelarem seus reais propósitos. “Seja honesto com os outros e com si próprio. Diga a verdade. Não se esconda atrás de um jogo de palavras bonitas”, bradou.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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