Construtora teria pago parlamentares para pôr fim à CPMI que indiciaria Marconi Perillo, diz jornal

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Notícia veiculada no jornal O Estado de São Paulo – Estadão, assinada pelo jornalista Fausto Macedo, informa que a Construtora Andrade Gutierrez teria pago R$ 30 milhões para que parlamentares integrantes da CPMI do Cachoeira, aberta no Congresso em 2012, encerrassem os trabalhos sem pedidos de indiciamentos. A manobra teria favorecido inclusive o governador de Goiás, Marconi Perillo, um dos acusados pela Polícia Federal à época de fazer parte do esquema do bicheiro Carlos Cachoeira, cujo objetivo era a cooptação de agentes públicos do governo estadual.

Segundo o jornalista, o empresário e lobista Adir Assad teria dito nesta quarta-feira, 9, que a empreiteira Andrade Gutierrez repassou R$ 30 milhões a políticos para ‘matar’ a CPI de Carlinhos Cachoeira. O esquema de corrupção foi desvendado pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal e culminou com a abertura de uma comissão mista de inquérito no Congresso. O relatório final que indiciaria o governador de Goiás por seis crimes acabou não sendo votado por força de um grande acordo entre situação e oposição. A denúncia do jornal Estadão de hoje, 9, no entanto, começa a desvendar a verdadeira razão pelo qual o relatório não teria sido votado.

Apesar do acórdão ter enterrado a CPMI, o governador de Goiás acabou sendo denunciado ao STJ pela Procuradoria Geral da República no último mês de março, acusado de ter se beneficiado de R$ 90 mil em propinas pagas pela Delta Construtora, uma das investigadas naquela CPMI.

Leia a matéria no Estadão

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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