Delegado vê conotação política na sua transferência da delegacia de Inhumas


Humberto Teófilo esteve à frente da operação que prendeu o ex-presidente da Câmara Municipal da cidade, acusado de tráfico de drogas

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O delegado de Polícia Civil Humberto Teófilo, até então titular da delegacia de Inhumas, cidade a 40 km de Goiânia, fez, na sua página no facebook, um desabafo e críticas à sua transferência daquela cidade, a qual chamou de “forçada”.

O profissional da segurança pública gozava de muito prestígio junto à população da cidade e, recentemente, comandou ação policial que prendeu o  presidente afastado da Câmara Municipal de Inhumas, vereador Gleiton Luiz Roque (PTB), e o assessor de comunicação da Casa, Carlos Alberto de Oliveira Filho, pela suspeita de tráfico de drogas.

De acordo com o delegado, a decisão pela sua transferência expõe a fragilidade da instituição Polícia Civil e demonstra que a inamovibilidade relativa do delegado é uma farsa. “Respeito, mas discordo veementemente da decisão da instituição, arraigada de fundamentos políticos”, escreveu.

Segundo Humberto Teófilo, uma sequência de fatos públicos e notórios ocorreram nos últimos dias, fatos que poderiam ter contribuído para que sua transferência da delegacia de Inhumas fosse efetivada.

“É triste saber que um delegado de polícia, o qual sempre lutou contra facções criminosas (mesmo sob ameaças), realizando inúmeras prisões, reduziu comprovadamente a criminalidade e atuou de forma firme contra a corrupção, possa ser transferido de uma forma tão sorrateira”, lamentou Teófilo, que teve sua saída determinada por decisão proferida pelo Conselho Superior da Polícia Civil.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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