Deputado acusa colegas de estarem recebendo R$ 120 mil em cargos em troca de votos para a Mesa Diretora da Alego


De acordo com Amauri Ribeiro, do PRP, reviravolta na eleição da Mesa Diretora da Assembleia ocorreu porque o candidato apoiado por Caiado prometeu moralizar a Casa e não permitir que deputados derrotados nas eleições ocupassem diretorias

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O deputado estadual eleito Amauri Ribeiro, do PRP, denunciou, em vídeo postado na sua página do facebook, que um grupo de deputados estaduais de Goiás que tomam posse amanhã, 1º, se uniram para “pisar na goela” do Governador Ronaldo Caiado e assim manterem os privilégios e benesses na Assembleia Legislativa de Goiás.

De acordo com o deputado de primeiro mandato, eleito com 24,9 mil votos, o grupo que abandonou a candidatura de Álvaro Guimarães, do DEM, para apoiar outro candidato, ao contrário do que afirmam, não fizeram opção pela independência, como pregam, mas a intenção seria pressionar o Governo de Caiado para obterem vantagens.

“Estão pregando que querem a independência da Assembleia. Conversa fiada! Vão contar mentiras para outros! Nunca quiseram independência dessa Casa. Em 20 anos de governo marconista a Assembleia nunca teve independência e vocês foram paus mandados daquele governo. Hoje vocês falam em independência, mas na realidade querem pisar na goela do governador, porque ele prega moralização e não vai fazer parte dessa farra”, afirmou o deputado em tom de desabafo.

Sem citar nomes, o deputado se disse decepcionado com colega que dizia não votar em Álvaro Guimarães porque afirmava que o democrata seria o candidato de Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, mas que agora apoia os outros dois principais concorrentes à eleição da Mesa que seriam claramente marconistas.

Amauri Ribeiro também faz sérias acusações ao grupo que compõe a chapa para a Mesa Diretora e afirma que eles estariam loteando a Assembleia Legislativa de Goiás, prometendo cargos de diretoria em troca de votos dos deputados.

“Cada deputado, para votar em vocês, está recebendo, em média, R$ 120 mil em cargos dentro da secretaria. Alguns estão recebendo bem mais do que isso. Vocês tinham que ter vergonha na cara”, desabafa Amauri Ribeiro, sem, no entanto, citar nomes ou apresentar provas da acusação.

Assistam o vídeo

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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