Deputado quer que a jornalista Fabiana Pulcineli se explique na justiça por opinião no Twitter


Parlamentar interpelou judicialmente a jornalista para que ela preste informações em juízo demonstrando a veracidade de postagem que fez no microblog no último dia 8 de fevereiro

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O deputado estadual goiano Amauri Ribeiro (PRP), eleito para o primeiro mandato, propôs uma interpelação judicial contra a jornalista Fabiana Pulcineli, do Jornal O Popular, para que ela preste, em juízo, explicações demonstrando a veracidade de uma publicação feita no twitter no último dia 08 de fevereiro.

Segundo alega Amauri Ribeiro, a jornalista teria, “à sua exclusiva, imprópria e impertinente interpretação”, emitido opinião no microblog, dizendo que ele, Amauri, teria afirmado que a Assembleia Legislativa tem prostitutas em cargos comissionados para prestar serviços aos deputados.

Para o deputado, a jornalista teria dado uma outra conotação à sua entrevista na imprensa local, onde teria explanado apenas sobre práticas até então levadas a efeito na anterior legislatura, no que concerne a pessoas que são contratadas no âmbito da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, sem, no entanto, efetivamente, prestar serviços à referida Instituição.

Amauri Ribeiro alega, ainda, que a postagem ganhou sérias repercussões, a ponto da imprensa fazer um verdadeiro estardalhaço; causando desconforto e desencontros com servidores e pares da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, estando, inclusive, na iminência de ver-se processado por colocações que não expressam a sua fala.

No vídeo da entrevista, no entanto, é possível ouvir muito claramente o deputado afirmando, mais de uma vez, inclusive, que a Assembleia Legislativa é uma “putaria” e que lá, na Assembleia, “tem casas de mulheres, de meninas, de assessoras que ficam por conta de deputados”.

Indagado pela repórter, Amauri Ribeiro continua: “Ali, algumas moças são contratadas para ficarem à disposição de deputados… Tem mulheres ali que são contratadas, e só top, só modelos, que estão ali para servir deputados…”

A interpelação não é propriamente uma ação e se destina exclusivamente ao esclarecimento de situações dúbias ou equívocas, funcionando como uma eventual preparatória para a propositura da efetiva ação judicial. No meio jornalístico, ações dessa natureza é reconhecida como um expediente que tem como objetivo, por meio da intimidação, a censura da opinião e da liberdade de imprensa.

Vejam, a partir do minuto 30:20 do vídeo, as afirmações do deputado feitas em entrevista à repórter Bruna Aidar. Abaixo, o twitter da jornalista que teria motivado a interpelação.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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