Em 2018, Goiás registrou o maior déficit orçamentário da sua história: R$ 3,5 bilhões


O resultado orçamentário e financeiro é avaliado pela execução do orçamento e da aplicação de recursos financeiros na realização dos programas de governo. Trata-se da diferença entre as receitas arrecadadas e as despesas realizadas no exercício

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A análise das contas de governo de 2018, realizada pela área técnica do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, revelou um recorde negativo para o Estado. Segundo a auditoria, o déficit orçamentário e financeiro identificado na contabilidade pública do Estado de Goiás foi superior a R$ 3,5 bilhões, considerando as despesas executadas sem prévio empenho.

“Considerando as despesas empenhadas o deficit foi de R$ 1.340.831.726,01 valor que é superior às receitas realizadas em 5,48%, e somando as despesas sem prévio empenho às despesas empenhadas tem-se o como deficit orçamentário um montante de R$ 3.569.008.232,83 que seria o maior dos últimos exercícios, 14,59% acima do arrecadado”, diz o relatório.

Até abril de 2018, o Estado foi governado por Marconi Perillo (PSDB), que se desincompatibilizou para disputar uma vaga no Senado Federal. Depois dele, assumiu o então vice-governador, José Eliton, também do PSDB, que governou de abril até dezembro do ano passado.

Segundo os auditores relatam na peça que serviu de parâmetros para o parecer votado pelos conselheiros do Tribunal, que rejeitaram as contas dos dois ex-gestores, a assunção de obrigações pelo Estado em valor superior a sua capacidade de auferir receitas acarreta no aumento de seu endividamento, uma vez que as despesas realizadas sem cobertura financeira tornam-se obrigações que devem ser honradas pelo ente, e a ausência de disponibilidade de caixa faz com que o pagamento desta obrigação dependa das receitas que serão arrecadadas nos exercícios subsequentes.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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