Governos de Marconi Perillo teriam causado mais de R$ 30 bilhões de prejuízos ao Estado de Goiás


Tucano governou o Estado por quatro mandatos, desde 1999. Nesse período, além do rombo deixado para o governo Caiado, outros R$ 25 bilhões se acumularam em déficits gerados em várias áreas da administração pública estadual

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Os governos de Marconi Perillo (PSDB), o tucano que governou Goiás por quatro mandatos desde 1999, pode entrar para o história de Goiás e do Brasil como o mais prejudicial às finanças públicas de um ente da federação de que se tem notícias. Durante os últimos 20 anos, dos quais 16 tiveram Perillo no comando do executivo e outros quatro como a maior força política do Estado, os rombos acumulados nas contas públicas de Goiás podem ultrapassar R$ 30 bilhões.

Apenas do caso da Celg-D, vendida para a italiana Enel em 2016 pela bagatela de R$ 800 milhões, o prejuízo para os cofres públicos, considerando a perda do valor de mercado da companhia (R$ 5,2 bilhões), mais a dívida da Caixa assumida pelo Estado, de R$ 2,4 bilhões, e os incentivos fiscais dados à compradora para fazer frente aos contenciosos da Celg, no valor de aproximadamente R$ 5 bilhões, alcança R$ 12,6 bilhões.

Já o déficit de caixa das obrigações financeiras do governo de Goiás que independeriam de autorização orçamentária para o efetivo pagamento ou repasses, tais como consignados, compulsórios e outros depósitos de diversas origens, atingiriam o montante de R$ 7,1 bilhões. Apenas para a formação do Fundeb, o governo de Marconi Perillo teria deixado de repassar R$ 5 bilhões.

Em novembro do ano passado, o Ministério Público acionou judicialmente o ex-governador de Goiás em oito ações de improbidade administrativa acusando-o, entre outros crimes, de ter deixado de aplicar quase R$ 3 bilhões na saúde e na educação, descumprindo, portanto, as vinculações constitucionais. O MP-GO questiona, ainda, a remissão fiscal dada por Perillo à JBS Friboi, em 2014, no valor de quase R$ 1 bilhão. No total, o Ministério Público quer que Marconi devolva ao erário R$ 6,78 bilhões.

Também continuavam em aberto os rombos na conta centralizadora  e conta única do Estado, que foram constatados em auditoria da área técnica do Tribunal de Contas do Estado e que atingiram R$ 1,2 bilhão ao final de 2017.

Soma-se a todos esses valores assinalados os mais de R$ 6,06 bilhões, que é o rombo detectado pelo atual governo de Goiás, e teremos um negativo total de incríveis R$ 30,9 bilhões, que seriam o legado fiscal e financeiro dos governos Marconi Perillo para o Estado de Goiás.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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