Iris Rezende cobra responsabilidade de vereadores no exercício do mandato


Prefeito disse, em entrevista, que todo aquele que é eleito pelo voto popular deve respeitar os interesses da população em primeiro lugar e não fazer do mandato um instrumento de promoção pessoal

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Em entrevista durante a oitava Frente de Serviços da Prefeitura, realizada nesta sexta-feira, 8, no Setor Perim, região noroeste de Goiânia, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, cobrou responsabilidade de alguns vereadores da Câmara Municipal, principalmente quanto à apreciação dos projetos enviados pelo executivo. De acordo com o prefeito, os interesses da população goianiense estariam sendo preteridos devido às derrotas que tem sofrido no legislativo.

Em resposta ao questionamento sobre a data-base, Iris lembrou que uma série de projetos de autoria do Paço, que foram enviados para a Câmara, foram arquivados pelos vereadores, alguns sem sequer serem levados a plenário, como o que trata da reforma da previdência municipal. De acordo com o prefeito, esses projetos teriam o objetivo de cortar despesas e melhorar a arrecadação municipal, permitindo que a administração atendesse o pleito dos servidores e de toda população de Goiânia.

“É fundamental que todos tomem conhecimento da situação financeira da Prefeitura. Eu mandei alguns projetos para a Câmara, no sentido de melhorar a nossa arrecadação e todos esses projetos foram rejeitados. Preciso que as lideranças, que os representantes dos servidores me ajudem a convencer o poder legislativo da necessidade de se aprovar projetos de interesse da população”, pontuou.

Quanto a instalação de inúmeras comissões de investigação no curso deste mandato e o pedido de seu impedimento proposto à mesa diretora na semana passada, Iris lembrou a sua experiência no meio político e disse que entende o comportamento açodado de alguns vereadores, principalmente daqueles que se iniciaram a pouco na política. Para o prefeito, seu estilo de administrar não é o do confronto e nem o do ódio e, embora tenha perdido importantes projetos na Câmara, não abriu guerra com ninguém.

“Quando vem uma legislatura constituída de pessoas, muitas vezes distante da prática política, é natural… (que haja esse equívoco de contrariar os projetos do executivo). Devagarzinho, eles vão entendendo que o comportamento daqueles que estejam a serviço do povo deve ser diferente. Não é só votar o que agrada ou deixar de votar o que desagrada. Tanto o prefeito, quanto o vereador e as lideranças, têm que entender a realidade e buscar soluções”, disse Iris Rezende, acrescentando que o povo já não aceita mais essas posições irresponsáveis e espera que os líderes assumam suas responsabilidades com competência, espírito de justiça e com foco no interesse público.

 

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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