Justiça manda Estado convocar aprovados da PM/GO, mas Perillo insiste em novo concurso.

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O Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em entrevistas e informações publicadas na imprensa goiana em geral, insiste na tese de novo concurso público para provimento das vagas na Polícia Militar, em virtude da exoneração de 2.400 soldados voluntários do SIMVE, extinto por decisão do Supremo Tribunal Federal, que o julgou inconstitucional no último dia 26 de março.

É absolutamente incompreensível, á luz dos princípios da legalidade, da razoabilidade e da economicidade, que o senhor governador insista em abrir novo processo seletivo para a função de policial militar, quando existem 1.421 aprovados esperando nomeação e devidamente autorizados pela justiça a serem investidos na função. O Tribunal de Justiça de Goiás, via da 3ª Câmara Cível, em julgamento de recurso interposto pelo estado, realizado no último dia 19 de maio, determinou que o Estado de Goiás convoque os aprovados em cadastro de reserva do concurso realizado em 2012. O recurso negado pelo TJ/GO havia sido apresentado contra decisão do Juiz de primeiro grau que já havia determinado a exoneração dos temporários e convocação dos concursados a PM/GO.

Não obstante a decisão judicial, Marconi Perillo continua alardeando que fará novo concurso para provimento das vagas e que o estado irá interpor novo recurso contra a decisão do TJ/GO. Enquanto a violência dispara no estado e a deficiência de policiais nas ruas é uma dura realidade sentida pela população, Marconi prefere novo concurso a convocar imediatamente os aprovados, que poderiam iniciar o curso de formação na academia da Polícia Militar e em 6 meses serem colocados nas ruas, visando a segurança do povo goiano. Um novo concurso demandaria, no mínimo, dois anos para que esses novos aprovados estivessem nas ruas das cidades.

Inacreditavelmente, o chefe maior de Goiás, numa atitude típica de prepotência e arrogância, ignora a necessidade premente da população e faz da reivindicação dos aprovados da PM/GO uma questão pessoal. Por pura retaliação ao movimento contundente dos concursados em busca da convocação, Marconi penaliza não só os 1.421 aprovados, mas toda a comunidade goiana. A opção por um novo concurso, quando se tem à disposição uma força legal pronta para ser convocada, inclusive com o respaldo da justiça, é uma decisão arbitrária e incompatível com o cargo de chefe do executivo de um estado democrático de direito.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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