Lei eleitoral impediu prisão de Marconi Perillo, ex-governador de Goiás


O tucano é alvo de operação da Polícia Federal que apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás. A cifra investigada é de mais de R$ 12 milhões.

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O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), investigado em inquérito penal por envolvimento no suposto recebimento de vantagens indevidas pagas pela empreiteira Odebrecht, foi alvo hoje, 28, de uma operação da Polícia Federal, que esteve nos endereços do ex-governador cumprindo mandados de busca e apreensão.

Na mesma operação, o coordenador da campanha do atual governador de Goiás à reeleição, José Eliton (PSDB), Jayme Rincón, ex-presidente da Agetop, foi preso em cumprimento de mandado de prisão expedido pela 11ª Vara Federal de Goiás.

De acordo com as investigações, baseadas nas delações premiadas dos ex-executivos da Odebrecht, Alexandre José Lopes Barradas, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, José Antônio Pacífico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz, o tucano teria sido beneficiado com o pagamento de R$ 10 milhões, sendo R$ 2 milhões em 2010 e R$ 8 milhões em 2014.

Segundo informações obtidas pelo Blog, Marconi Perillo também teria tido o pedido de prisão temporária solicitada pelo MPF. O pedido, no entanto, teria sido negado pela justiça em virtude da plena vigência da lei eleitoral – Lei 4.737/1965 -, que impede a prisão de candidatos nos últimos 15 que antecedem as eleições. Perillo é candidato pelo PSDB a uma das vagas para o Senado Federal.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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