Marconi Perillo aposta na ignorância do povo goiano para se eximir de culpa pela quebradeira do Estado


Ex-governador de Goiás por quatro mandatos, o tucano insiste em dizer que agiu de forma a manter o equilíbrio fiscal do Estado e que todas as suas contas foram aprovadas

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Em nota divulgada no início do ano, o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que o ajuste fiscal em 2017 foi rigorosamente cumprido e que todas as metas do ajuste anual foram cumpridas. “Isso garantiu a Goiás segundo melhor desempenho fiscal do País no ano passado, perdendo apenas para São Paulo. Também em 2017, o superávit fiscal do Governo de Goiás foi superior a R$ 600 milhões”, disse ele em nota.

A realidade, porém, diz o contrário. Com a posse de Ronaldo Caiado, em 1º de janeiro deste ano, veio à tona a verdadeira situação das finanças do Estado. Sem recursos até para a folha de dezembro do ano passado, Caiado mostrou ao povo goiano um caixa absolutamente vazio para fazer frente a uma dívida imediata de R$ 3,4 bilhões.

Marconi Perillo, que governou o Estado por quatro mandatos, aposta na ignorância do povo goiano para impor sua versão que não encontra amparo na realidade. Em 2017, penúltimo ano do quarto mandato do tucano, a auditoria do Tribunal de Contas do Estado apontou uma série de inconsistência, entre elas uma indisponibilidade de caixa de mais de R$ 2 bilhões e um déficit orçamentário de mais de R$ 500 milhões.

A auditoria descobriu, também, um rombo no caixa da conta “outras obrigações financeiras”, assim entendidas aquelas obrigações restituíveis em que o Estado é apenas depositário, como consignados, cauções, depósitos judiciais e formação do Fundeb, na ordem de R$ 7 bilhões.

Dívidas com Organizações Sociais da saúde, dívidas com prefeituras do interior referentes a transporte escolar e alimentação de presos, bolsa universitária, além da folha de dezembro dos servidores, somam mais de R$ 3,4 bilhões. Descobriu-se, ainda, que nos últimos quatro anos, o governo de Marconi Perillo teria deixado de aplicar cerca de R$ 2,2 bilhões na educação e outros R$ 600 milhões na área da saúde.

Por negligenciar a aplicação desses recursos na educação e saúde, como manda a Constituição Federal, Marconi Perillo está respondendo a duas ações civis de improbidade e uma queixa-crime. O MP-GO pediu o bloqueio dos bens do ex-governador até o limite de R$ 3 bilhões.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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