Marconi Perillo chefiava o esquema criminoso alvo da operação Cash Delivery, diz MPF


De acordo com as investigações, o ex-governador de Goiás teria recebido R$ 10 milhões nos anos de 2010 e 2014 a título de propina para facilitar contratos com a Odebrecht em Goiás

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Segundo reportagem veiculada no JA1, da Televisão Anhanguera, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal apontam o ex-governador de Goiás Marconi Perillo como chefe do esquema criminoso desvendado pela operação Cash Delivery, deflagrada hoje, 28, em Goiás e em São Paulo.

De acordo com o Ministério Público Federal,  Marconi Perillo, por intermédio de Jayme Rincon, presidente licenciado da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), teria recebido ilicitamente recursos para suas campanhas eleitorais ao Governo do Estado de Goiás nos anos de 2010 e 2014, em troca de patrocinar os interesses da Odebrecht no Estado, especificamente os interesses da Odebrecht ambiental na área de saneamento básico. Marconi Perillo teria sido beneficiado com o pagamento de R$ 10 milhões, sendo R$ 2 milhões em 2010 e R$ 8 milhões em 2014.

Na operação da Polícia Federal foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão. Entre os presos estão Jayme Rincón e seu filho, Rodrigo Rincón. Marconi Perillo teria tido o pedido de prisão negado em virtude da lei eleitoral, que proíbe a prisão de candidatos nos 15 dias que antecedem as eleições. O ex-governador é candidato a uma das vagas para o Senado Federal.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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