Marconi Perillo teria recebido mais de R$ 9 milhões em propinas via delivery, diz Revista


Reportagem da Revista Crusoé desta semana mostra como e pra quem a empreiteira Odebrecht pagou quase R$ 250 milhões em propinas. Segundo a Revista, o dinheiro era entregue via delivery em endereços fornecidos por cerca de 90 políticos identificados por codinomes

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A Revista Crusoé que chegou às bancas esta semana mapeou os destinatários das propinas pagas pela Odebrecht por meio de uma transportadora de valores. As entregas teriam ocorrido entre 2013 e 2015 e envolvem o pagamento de cerca de R$ 250 milhões em propinas para 90 pessoas identificadas por codinomes, alguns ainda não esclarecidos pelos delatores da empresa.

Entre os beneficiários das propinas, de acordo com a reportagem, estaria o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), que governou o estado por quatro mandatos. O nome de Perillo aparece ao lado de outros famosos da política nacional, como Romero Jucá (MDB-RR), Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), Gilberto Kassab (PSD-SP), Ciro Nogueira (PP-PI), Gleisi Hoffman (PT-RS), Geraldo Alkmin (PSDB-SP), entre outros.

De acordo com a Revista, Marconi Perillo teria sido contemplado com 20 entregas de propinas e seria identificado pelos codinomes de Master e Padeiro. O valor total recebido pelo tucano foi de R$ 9,7 milhões, segundo a reportagem, e seus intermediários seriam Sérgio Vaz e Márcio Moura. As encomendas eram entregues em dois endereços diferentes, sendo uma residência e um hotel, localizados em São Paulo, os locais de recebimento das propinas.

Em junho próximo passado, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, por meio do seu Núcleo de Combate à Corrupção, denunciou o ex-governador Marconi Perillo pela prática dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia deu-se no âmbito da operação Cash Delivery, um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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