Mesmo com várias irregularidades, deputados goianos aprovam contas de Marconi Perillo (PSDB)


Com 25 votos favoráveis e 6 contrários, Assembleia Legislativa de Goiás aprovou as contas de governo do ex-governador, referentes ao ano de 2017. Entre outras irregularidades, Marconi teria deixado de aplicar o mínimo constitucional na saúde e educação

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Em sessão plenária realizada na tarde de ontem, 14, a Assembleia Legislativa de Goiás aprovou as contas de governo do ex-governador Marconi Perillo, referentes ao ano de 2017. Dos 31 deputadores presentes à sessão, apenas 6 votaram contra a aprovação: Wagner Siqueira (MDB), Delegada Adriana Accorsi (PT), Luis Cesar Bueno (PT), Bruno Peixoto (MDB), Major Araújo (PRP) e José Nelto (Podemos).

Com sérias irregularidades apontadas pelos auditores do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, as contas públicas de 2017 apresentaram um rombo financeiro de mais de R$ 2 bilhões, déficit orçamentário de mais de R$ 500 milhões, além da repetição da estratégia do governo de tentar maquiar o cumprimento dos índices constitucionais a partir de emissão de ordens de pagamentos em favor dos fundos e órgãos do Estado sem recursos na conta de origem. Além disso, o gasto com pessoal estaria acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, já que a retenção do Imposto de Renda dos servidores teria sido retirado do cômputo de tal despesa.

De acordo com a Gerência de Contas de Governo, Marconi Perillo não teria cumprido os índices mínimos constitucionais da saúde (12% da receita líquida com impostos), da saúde (25%) e nem tampouco o da cultura, que é de 0,3% da receita própria. A inscrição de Restos a Pagar chegou a R$ 2,4 bilhões, dos quais R$ 2,07 bilhões não teriam disponibilidade de caixa suficiente para suportá-los. O rombo na famigerada Conta Centralizadora e Conta Única do Tesouro Estadual (CUTE) chegou a R$ 1,17 bilhão.

Mesmo com o protesto dos oposicionistas, que chamaram de criminoso o ato de aprovação das contas irregulares de Marconi Perillo, os  25 deputados da base presentes não tiveram o menor pudor em votar pela aprovação das contas do tucano.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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