Para se salvar politicamente, Marconi Perillo abandona investimentos para pagar despesas de custeio


Medida é uma saída para não se desgastar politicamente com fornecedores do Estado e assim manter viva suas pretensões políticas. As consequências dessa prática são endividamento a longo prazo e falta de investimentos em áreas prioritárias

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O desequilíbrio orçamentário apresentado pelo Estado de Goiás nos últimos anos tem tido consequências danosas para a população. Para não se desgastar politicamente, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tem priorizado o pagamento das despesas de custeio em detrimento dos investimentos.

Nos últimos anos, o resultado nominal do Estado, aquele que mede o quanto a dívida consolidada cresceu no exercício, tem sido negativo para as contas públicas. Em 2015, por exemplo, a dívida consolidada líquida cresceu mais de R$ 1,5 bilhões; em 2016, foram mais R$ 700 milhões que se somaram à dívida e em 2017, mais R$ 1,1 bilhão foram acrescidos à dívida de Goiás.

Na contramão desses números, os investimentos foram pífios. Em 2017, apenas R$ 600 milhões foram efetivamente investidos em Goiás. Esse desequilíbrio entre o crescimento da dívida e os gastos com investimento mostra que o governo estaria pagando suas despesas de custeio com empréstimos, o que representa um grande risco a médio e longo prazo.

Em dezembro de 2017, a dívida consolidada do Estado de Goiás era de cerca de R$ 19 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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