Pesquisa Grupom indica derrota de Marconi Perillo para o senado


Tucano caiu 6,5 pontos e agora amarga a 4ª colocação, 7 pontos atrás dos primeiros colocados. Operação Cash Delivery, que prendeu seu braço direito, Jayme Rincon, teve grande repercussão negativa para o ex-governador

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O que já estava difícil começou a tomar ares de impossível. Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, o maior nome do PSDB em Goiás, aparece apenas em 4º lugar em pesquisa para o senado. O levantamento do instituto  Grupom, que não havia sido divulgado até a tarde dessa terça-feira, 2, mostra o tucano com 23,2% das intenções de voto. Ele está sete pontos atrás do primeiro colocado, o vereador Joge Kajuru (PRP), que tem 30,2%, seguido de perto de Vanderlan Cardoso (PP), com 30,1% e Lucia Vânia (PSB), que aparece com 28%.

Marconi Perillo despencou 6,5% desde o último levantamento, feito em 19 de setembro e tem também a maior rejeição entre todos os candidatos: 50,4%. A explicação pode estar na repercussão negativa da operação da Polícia Federal Cash Delivery, que investiga o pagamento de R$ 12 milhões em propinas para Perillo nos anos de 2010 e 2014, supostamente pagos pela Odebrecht. Na última sexta-feira, o tucano foi alvo de mandados de busca e apreensão em seus endereços e o seu braço direito, coordenador da campanha do governador José Eliton, Jayme Rincón, foi preso temporariamente juntamente com mais três pessoas.

Faltando cinco dias para as eleições, Marconi Perillo pode estar dando adeus a um reinado que durou 20 anos em Goiás.  O tucano governou Goiás por quatro mandatos e por quatro anos ocupou o senado federal. A derrota do já ex-homem forte de Goiás chega num momento complicado, já que Perillo responde como réu em ação penal que tramita na 8ª Vara Criminal de Goiânia e deve ser alvo de nova denúncia, dessa vez do Ministério Público Federal. Sem foro, a coisa pode complicar para o tucano.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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