Prefeitura de Goiânia e Caixa assinam contrato que garante mais R$ 700 milhões em investimentos na Capital


Valores se somam a outros R$ 700 milhões de recursos próprios da Prefeitura e vão custear investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão até o final da atual gestão do prefeito Iris Rezende. Este é o maior volume de obras já experimentado pela Capital em toda sua história

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O prefeito Iris Rezende assina na tarde desta sexta-feira, 28/11, contrato de mútuo com a Caixa Econômica Federal para a liberação de cerca de R$ 780 milhões em empréstimos, que vão custear uma série de obras de mobilidade e infraestrutura na Capital nos próximos meses. O valor foi autorizado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão vinculado ao Ministério da Economia. Entre as obras que serão realizadas  está a reconstrução asfáltica de cerca de 630 km de ruas e avenidas de 107 bairros de Goiânia.

O pacote de obras que será custeado pelos recursos decorrentes do empréstimo junto à Caixa inclui, também, a continuidade da Avenida Leste Oeste, da Rua 74 até GO-403; construções de viadutos nas confluências da Avenida Jamel Cecílio e Marginal Botafogo, da Avenida 136 e 2ª Radial e do Setor Leste Universitário e Jardim Novo Mundo; pavimentação de bairros como os residenciais Antônio Barbosa, Della Pena, Paulo Pacheco I e II, Monte Pascoal, Park Solar e London Park; Praças dos Esportes e da Cultura (PEC) no Buena Vista IV e no Jardim do Cerrado I; construção da ponte da Vila Alpes e reforma da ponte da Avenida H; além da aquisição de caminhões de limpeza urbana.

O valor deve ser quitado em 10 anos. De acordo com Alessandro Melo, secretário Municípal de Finanças de Goiânia, o tesouro municipal reúne os recursos suficientes para tudo o que o prefeito definiu como prioridade para Goiânia. “Hoje nós temos a tranquilidade de dizer que todas as obras em andamento até o final da gestão Iris Rezende têm recursos garantidos. O prefeito tem responsabilidade fiscal muito grande. Ele exigiu que nós, da equipe econômica, fizéssemos um estudo aprofundado da viabilidade, da sustentabilidade da operação de crédito. Ele não queria efetivar algo que não fosse sustentável ao longo do tempo. Decidimos contrair esse empréstimo só depois de concluir que o município conseguiria pagá-lo, e com folga, no futuro”, esclarece o secretário.

Mesmo após a concretização da operação de crédito, Goiânia continuará no rol das capitais menos endividadas do país. Levantamento da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) aponta que o percentual da dívida sobre a Receita Corrente Líquida (RCL) chegará a 41,46% em 2019; atingirá o ápice de 53,33% em 2020, e recuará para 49,97% em 2021. Como as parcelas são decrescentes, o comprometimento reduzirá anualmente até a quitação do empréstimo, em 2029.

“Nós fizemos planejamento e, tenho certeza absoluta, o empréstimo é sustentável. Além do mais, daqui 24 meses, a economia gerada, por exemplo, com operações tapa-buraco, depois da reconstrução asfáltica de 630 quilômetros de vias, vai garantir, sem nenhum esforço maior, o pagamento desse empréstimo”, avalia. O limite de endividamento de Goiânia é de 120% da RCL, segundo determinação do Senado Federal. Ao todo, a cidade tem capacidade de comprometimento de R$ 5,1 bilhões.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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