Presidente da Câmara diz que vereadores que pediram seu afastamento estão em campanha


Andrey Azeredo criticou vereadores que, de dois em dois anos, disputam eleições e fazem da Câmara palanque para politicagem

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O presidente da Câmara de Goiânia, Andrey Azeredo, fez hoje, 1º, um duro pronunciamento da tribuna da Casa e criticou veementemente a atitude dos pares que pediram o seu afastamento da presidência. Andrey é acusado por alguns vereadores de não ter convocado a Procuradoria da Câmara para fazer a sustentação oral na sessão de julgamento da liminar em Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo Município de Goiânia,  durante votação da Corte Especial do Tribunal de Justiça de Goiás, no último dia 24 de janeiro.

Afirmando que sempre atuou dentro da lei e das suas competências, Azeredo disse que esses vereadores, os quais não nominou, atropelam o devido processo legal, já que a Câmara ainda não faz parte da ação e sequer foi citada da decisão. “A presença da procuradoria da Câmara naquela sessão era facultativa e lá não foi porque tem competência, independência funcional e agiu com zelo”, disse.

Andrey Azeredo lembrou que durante todo ano de 2017 foram propostas 25 ADIs contra leis aprovadas pelo legislativo goianiense e todas foram defendidas tempestivamente pela procuradoria da Casa. No ponto alto do seu pronunciamento, o presidente chamou de eleitoreiro o seu pedido de afastamento e lembrou que um dos edis signatários do malfadado pedido está há 16 anos na Câmara e se omitiu quanto às ações que correram à revelia nesse período.

“O que esse vereador fez com todas essas ADIs que correram à revelia? Se omitiu, por que? Porque não tinha matéria de cunho eleitoreiro, não tinha matéria que dava like em redes sociais e nem matéria em jornal em véspera de eleição para se cacifar a outro cargo, porque de dois em dois anos disputa eleição”, acusou, completando: “não queiram fazer dessa casa escadinha ou tamborete para promoção pessoal”, alertou.

Por fim, Andrey Azeredo lembrou que o pedido de seu afastamento é juridicamente impossível, já que, durante a sessão na Corte Especial do TJ-GO, não exercia, legalmente, a presidência da Câmara, pois no dia 9 de janeiro comunicou oficialmente à Casa que estaria fora do município durante o período de recesso legislativo.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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