Previdência do Estado de Goiás tem rombo de mais de R$ 2 bilhões em 2017 e ameaça pagamento de benefícios


Desequilíbrio no Resultado Previdenciário de 2017 exigiu aporte do Tesouro Estadual no montante de R$ 2,06 bilhões e foi 19% maior do que o verificado em 2016. Tendência é que o fundo previdenciário goiano não consiga pagar inativos nos próximos anos

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Mesmo com uma das maiores taxas de contribuição previdenciária (14,25%) sobre o salário entre todos os estados brasileiros, a Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás apresentou um déficit bilionário em 2017. O Resultado Previdenciário fechou com R$ 2,23 bilhões negativos, cerca e R$ 600 milhões a mais do que o ano anterior, quando o resultado foi de R$ 1,6 bilhão também negativos.

Os números preocupam os especialistas. Segundo os técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mesmo com todas as alterações previdenciárias ocorridas no estado de Goiás, os dispêndios com inativos e pensionistas tem tido gastos superiores à arrecadação estadual e que os déficits financeiros anuais com tendência de crescimento se estenderá até 2033.

O aporte efetuado pelo Tesouro Estadual teve um aumento de 19% em relação ao exercício de 2016, portanto, bem superior à capacidade de arrecadação do estado medida pela RCL, que avançou apenas 16% em relação ao ano passado.

Segundo o Tribunal, os aportes efetuados pelo Tesouro Estadual duplicaram nos últimos 4 anos, indicando que a questão previdenciária poderá trazer dificuldades financeiras ao estado de Goiás para cumprir os pagamentos dos benefícios previdenciários.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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