Professor da UFG, acusado pelo Diário da Manhã de incitar
ocupações de escolas, reage com duras críticas a Batista Custódio.

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O Professor da Universidade Federal de Goiás, Rafael Saddi, que no último dia 16/12 foi acusado por reportagem apócrifa publicada no Jornal Diário da Manhã de ser um dos líderes do que o jornal chamou de “invasão” das escolas públicas goianas, reagiu com duras críticas ao editor-geral do Diário da Manhã, Batista Custódio. Segundo Saddi, seu direito de resposta foi dirigido diretamente a Custódio haja vista que a matéria “infame” não foi sequer assinada.

No artigo que espera ver publicado nas páginas do mesmo diário que o atacou, Saddi acusa o jornal dirigido por Batista Custódio de “imprensa marrom”, expressão pejorativa que designa os veículos de comunicação que se distanciam da ética jornalística: “malgrado o esforço dos bons jornalistas que trabalham para você, seu jornal é conhecido como o Diário do Marconi, a imprensa marrom, comprada, vendida, que veicula aquilo que o governador manda e permite veicular”, diz um dos trechos publicados pelo professor.

Saddi relembra que Batista Custodio tem um passado de luta, de ativa manifestação política, que foi, enquanto estudante secundarista, duramente reprimido sob a ditadura militar, tendo sido criminalizado por defender a liberdade de imprensa, mas que hoje permite tamanha desonestidade a estampar as páginas do seu jornal: “É estranho, hoje, mais de 50 anos depois, quando os cabelos brancos já apagaram toda a sua juventude, que seja justamente o seu jornal, o Diário da Manhã, o responsável por criminalizar a luta atual dos estudantes secundaristas de Goiás e a dar provas do curvar-se da imprensa goiana diante dos interesses do sr. governador”.

“O que aconteceu Senhor Batista Custódio? Estamos condenados, eu e minha geração, a acreditar que o embranquecer dos cabelos não anunciam somente o envelhecimento do corpo, mas também o agrisalhar da honestidade, da utopia, o evanescer da pureza das intenções?”, pergunta Rafael.

Para o professor, o que o Diário da Manhã pretende o acusando, juntamente a outros adultos, “é simplesmente tirar a legitimidade de um movimento de estudantes secundaristas que está conseguindo, de modo brilhante e autêntico, paralisar os interesses econômicos que comandam a terceirização da escola pública”.

Para ler a íntegra da nota publicada no facebook, clique aqui

 

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Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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