Promotor quer que Marconi Perillo pague R$ 5 milhões em multa por improbidade


Ex-governador é acusado pelo MP-GO de ter realizado contratos temporários, prorrogando-os sucessivamente por quase duas décadas, desviando-se da promoção de concurso público para provimento de cargos na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce).

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Do MP-GO

O promotor de Justiça Fernando Krebs está acionando o ex-governador Marconi Perillo e o secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, por ato de improbidade administrativa, ao violarem princípios da administração pública, em especial realizarem contratos temporários prorrogados sucessivamente, por quase duas décadas, desviando-se da promoção de concurso público para provimento de cargos na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce).

O promotor requereu o bloqueio de bens dos acionados visando à reparação pelo dano moral coletivo e ao pagamento de multa civil, pela improbidade praticada. No caso, de Marconi Perillo, o pedido de indisponibilidade de bens é no valor de R$ 5.010.500,00, enquanto de Joaquim Mesquita de R$ 4.008.250,00.

O caso

O promotor de Justiça, ao ser informado que o deficit do quadro de servidores da Seduce é de cerca de 6 mil servidores, sendo que há mais de 20 anos, o Estado faz contratos temporários prorrogados sucessivamente, em detrimento de concursados, requisitou esclarecimentos ao órgão sobre o assunto.

Ele teve como resposta que os servidores de limpeza e da merenda são contratados da empresa terceirizada Falconi e que a secretaria não tem autonomia para fazer concurso para cargos administrativos, cabendo essa tarefa à Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), em conjunto com o Estado.

O promotor também constatou que uma lei estadual que dispõe sobre plano de cargo e vencimento de agente administrativo educacional, editada em 2001, prevê 20.114 vagas para a função. No entanto, para o promotor, passados 20 anos, desde o último concurso para administrativos, e 8 para professor, fica evidenciado o desprezo do Estado para com a Constituição Federal, que impõe a obrigatoriedade do concurso público. 

Texto: (Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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