A quem interessa esquecer que o governo tucano de Perillo e cia quebrou Goiás?


Oposição tem insistido na retórica de que Caiado governa olhando no retrovisor e que discurso de terra arrasada não interessa à população. O democrata tem dito, no entanto, que a fatura da corrupção em Goiás caiu sobre o colo da população

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Levantamentos apontam que as gestões do tucano Marconi Perillo à frente do executivo goiano causaram prejuízos estimados em mais de R$ 30 bilhões ao Estado de Goiás. Apenas no caso da Celg-D, vendida para a italiana Enel em 2016 pela bagatela de R$ 800 milhões, o prejuízo para os cofres públicos, considerando a perda do valor de mercado da companhia (R$ 5,2 bilhões), mais a dívida da Caixa assumida pelo Estado, de R$ 2,4 bilhões, e os incentivos fiscais dados à compradora para fazer frente aos contenciosos da Celg, no valor de aproximadamente R$ 5 bilhões, alcança R$ 12,6 bilhões.

A relação dos rombos que caem sobre a cabeça dos goianos é extensa e vão desde a não aplicação dos recursos mínimos na saúde e educação, até o negativo do caixa das obrigações financeiras do governo de Goiás que independeriam de autorização orçamentária para o efetivo pagamento ou repasses, tais como consignados, compulsórios e outros depósitos de diversas origens. Esse passivo chegaria perto de R$13 bilhões.

Relatório da auditoria da área técnica do Tribunal de Contas do Estado de Goiás que embasou o voto vencedor do relator Saulo Mesquita no julgamento das contas de governo de 2018, cujo parecer foi pela emissão de parecer prévio pela rejeição das contas de Marconi Perillo e José Eliton, apontou que o rombo deixado nas contas públicas do Estado foi de R$ 6,7 bilhões.

Todos esses rombos são consequências da má-gestão e supostos esquemas de corrupção perpetrados na administração pública estadual nos últimos 20 ano de tucanato em Goiás.

Com o caixa devedor e um orçamento onde as despesas extrapolam, e muito, as receitas, Ronaldo Caiado assumiu um Estado completamente dilapidado, numa iminente situação de completa insolvência. Em gestão financeira não há mágica a se fazer: as despesas devem caber dentro das receitas, caso contrário estar-se-á fadado ao fracasso.

O remédio a ser aplicado por Ronaldo Caiado é amargo e restabelecer a normalidade fiscal e financeira do Estado é uma tarefa árdua, que demandará tempo e desgastará sobremaneira o capital político de Caiado, um dos mais respeitados congressistas brasileiro. O processo de reerguimento do Estado é lento e o arrocho uma certeza insofismável.

Os primeiros passos, no entanto, já foram dados pelo democrata. A segurança foi privilegiada com o fim dos policiais militares de 3ª classe, assim como se tem buscado saídas para normalizar a saúde pública estadual. 50 leitos pediátricos foram implantados no Hospital de Urgências da Região Noroeste, o Hugol.

O decreto de calamidade financeira, assinado por Caiado logo nos primeiros dias de mandato, tem o objetivo de garantir ao governador a salvaguarda legal para que não seja enquadrado pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Além dos rombos, Caiado herdou também uma série de armadilhas “legais” insertas na legislação estadual, que, uma vez desarmadas, colocarão o gestor estadual numa situação crítica quanto à obediência à LRF, especialmente no quesito “gastos com pessoal”.

A adesão do Estado de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do Governo Federal é outra saída que se impõe. A suspensão do pagamento dos chamados serviços da dívida (amortização mais juros da dívida consolidada) pelos próximos seis meses, que deve aliviar o já furado caixa do Estado em cerca de R$ 190 milhões mensais, tem o objetivo de dar um fôlego ao Governo de Caiado e permitir que a máquina continue funcionando.

O fato é que as “lambanças” realizadas pelo famigerado governo de Marconi Perillo e seus tucanos colocaram Goiás numa situação de extrema gravidade, com repercussão direta na vida dos goianos, com impacto maior ainda na vida dos servidores estaduais. Isso é um fato que não pode ser esquecido por aqueles que pretendem um Estado livre da corrupção e apto a atender as demandas da população. Goiás foi achacado e os responsáveis devem ser responsabilizados. E isso só será possível se eles, os maus gestores e suas ilegalidades, não forem esquecidos pelos goianos.

Portanto, Ronaldo Caiado não só tem a tarefa de recolocar as finanças públicas nos eixos, promovendo ações que resultem na necessária e boa prestação dos serviços públicos à população, como continuar mostrando ao povo quem e o que fizeram com o Estado de Goiás.

O discurso do “isso já cansou”, ou “isso todo mundo já sabe”, como forma de invalidar os argumentos de Ronaldo Caiado, quando este fala e mostra as dificuldades enfrentadas, sobretudo porque Goiás teria sido vítima de um criminoso esquema estrategicamente montado para dilapidar o Estado, é apenas uma retórica desesperada de tirar do foco os responsáveis pelos descalabros perpetrados ao longo dos últimos 20 anos da hegemonia tucana em Goiás.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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