Recursos da venda da Celg não vão mais ser usados para terminar obras de saúde em Goiás

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Quando vendeu a Celg e recebeu por ela cerca de R$ 800 milhões, pouco mais de 10% do que a empresa valia em 2011, o governador de Goiás, Marconi Perillo, editou decreto que indicava onde os parcos recursos seriam investidos. Entre as prioridades, o governo anunciou que o dinheiro seria usado, entre outras, para concluir obras de saúde em todo Estado. Na última sexta-feira, 6, no entanto, o governo alterou essa lista de prioridade e excluiu a conclusão de obras de saúde no Estado. A informação é da jornalista Fabiana Pulcineli.

De acordo com matéria publica no Jornal O Popular, “fica excluída da lista a construção de quatro hospitais, quatro Centros de Recuperação de Dependentes Químicos (Credeqs) e seis Ambulatórios Médicos de Especialidades do interior, além de reformas e expansão de unidades maiores, como o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Ao total, estavam previstas 20 obras da saúde que agora estão fora da relação”. A redefinição da lista se deu via do decreto 9.064, publicado no Diário Oficial do Estado.

Ao excluir da lista de prioridade a conclusão dessas obras essenciais à saúde pública em Goiás e que poderiam melhorar a saúde na capital, por exemplo, o governo de Marconi Perillo vira às costas para um dos mais graves problemas que aflige os goianos. A falta de hospitais no Estado tem contribuído para o inchaço do sistema de atendimento na Capital. Levantamentos da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia dão conta de que a cidade, que tem 1,4 milhão de habitantes, tem cerca de 7 milhões de inscritos no SUS e que 4,8 milhões de usuários do sistema declaram residir em Goiânia.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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