Rombos dos governos Marconi Perillo colocam Goiás sob risco de colapso nos serviços públicos


Levantamentos feitos até agora pelo governo de Ronaldo Caiado apontam para um rombo de mais de R$ 3,4 bilhões. Folha dos servidores de dezembro de 2018 não foi paga e até agora não há recursos para cobrir tal despesa

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Os déficits orçamentários acumulados pelos governos de Marconi Perillo desde 2012 e o rombo crescente na Conta Centralizadora do Estado, além da má gestão dos recursos públicos perpetradas ao longo dos últimos anos, trouxeram Goiás a um estado de completa insolvência e o risco de colapso na prestação dos serviços públicos é iminente.

Levantamentos feitos pelo governo de Ronaldo Caiado, que assumiu a chefia do executivo estadual na manhã de ontem, 1, apontam que o rombo no caixa do Estado é superior a R$ 3,4 bilhões, incluindo aí a folha de pagamento de dezembro do ano passado, orçada em aproximadamente R$ 1,68 bilhão.

A secretária de Economia, pasta que engloba Fazenda e Planejamento, Cristiane Schimidt, disse que não há dúvidas que o governo pagará a folha de dezembro, mas que ainda não há como definir uma data para que isso ocorra.

“Já procuramos o governo federal para que façam uma missão no nosso Estado e possamos, conjuntamente, traçar uma solução. Hoje não é possível dizer qual solução, mas provavelmente no final de janeiro teremos um plano desenhado”, pontuou.

Os rombos nas contas públicas de Goiás crescem potencialmente desde 2014, quando o rombo na famigerada Conta Centralizadora alcançou R$ 1,492 bilhão. Em 2015, esse rombo subiu para R$ 1,592 bilhão e poderia ter chegado a R$ 2,1 bilhões se o pagamento de parte da folha de dezembro daquele ano fosse contabilizada como despesa de 2015, já que foi ali que começou o escalonamento da folha.

Ao final de 2017, ainda sob o comando de Marconi Perillo, as contas públicas do Estado fecharam com uma indisponibilidade de caixa de R$ 2,01 bilhão, conforme relatado na auditoria da área técnica do Tribunal de Contas de Goiás. Nesse mesmo ano, os técnicos do TCE apontaram um rombo nas despesas extraorçamentárias, aquelas em que Estado figura apenas depositário das obrigações, na ordem de R$ 7 bilhões.

Devendo cerca de R$ 720 milhões apenas na pasta da saúde, Goiás corres sérios riscos de sofrer um colapso na prestação dos serviços públicos essenciais. Na semana passada, por exemplo, o Hospital Materno Infantil, Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes chegaram a fechar as portas por falta de condições mínimas para atendimento da população.

O Governador Ronaldo Caiado foi pessoalmente à essas unidades de saúde conversar com os gestores e pedir que não deixem de atender os pacientes que buscam atendimentos. O novo governo espera enquadrar Goiás no Regime de Recuperação Fiscal, uma espécie de moratória que permitirá ao Estado receber ajuda financeira da União.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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