Ronaldo Caiado questiona veracidade dos números repassados pela equipe de transição


De acordo com o governador eleito de Goiás, é preciso que o atual governo dê total transparência à realidade por qual passa Goiás, já que nenhum dado recebido até agora foi capaz de mostrar a real situação do Estado

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A medida que os trabalhos da equipe de transição nomeada pelo futuro governador de Goiás avançam, aumentam a preocupação com a real situação das contas públicas do Estado de Goiás. Para o senador Ronaldo Caiado, que vai assumir o governo a partir de janeiro de 2019, a realidade preocupa, já que as informações levantadas apontam um quadro de deterioração absoluta das finanças do Estado.

Em sua conta no twitter, Ronaldo Caiado questiona as informações repassadas pela equipe de transição do atual governo e aponta divergência tanto quanto a metodologia aprovada para apresentação das contas, como o método de calcular a Receita Corrente Líquida, como também o gasto com pessoal.

“Não é uma situação de normalidade. É preciso que o atual governo dê total transparência à realidade por qual passa Goiás. Em vez disso, governo repassa 5 mil páginas de informações descritivas, que qualquer um acessa pela internet. Não tem nenhum dado capaz de mostrar a realidade”, escreveu Caiado.

Caiado chamou os dados repassados pelo governo de José Eliton de “artificiais” e disse que um estado que não paga as Organizações Sociais que administram os hospitais públicos, que não repassa os recursos da bolsa universitária e que atrasa o pagamento do funcionalismo não pode se declarar numa situação de normalidade.

“Não é transparência mostrar apenas quantidade de funcionários. Como que recebo informações do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda e do responsável pelas contas públicas que não batem com as que recebemos de Goiás? União está nos oferecendo dados que não são verdadeiros?”, questiona.

Na semana passada, o atual governador José Eliton publicou um decreto revogando o dispositivo que obriga o empenho e liquidação da folha de pagamento do funcionalismo dentro do mês de competência, o que levantou suspeitas de que o atual governo não honrará o pagamento das duas últimas folhas dos servidores.

“O decreto de José Eliton mostrou a gravidade e fragilidade com que Goiás se encontra do ponto de vista fiscal”, alertou Ronaldo Caiado.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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