Segurança Pública: na prática, discurso de Marconi Perillo não se sustenta

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Durante passagem por Luziânia, no Entorno Sul do Distrito Federal, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), inaugurou uma Base de Operações da Rotam, entregou viaturas e equipamentos, promoveu 78 policiais militares e anunciou o deslocamento, nos próximos meses, de mais 300 homens da corporação para o combate à violência na região. As informações são do site A Redação.

Ocorre, no entanto, que o efetivo da Polícia Militar não comporta tal remanejamento e, se ocorrer, estará deixado outra região do estado desguarnecida de policiamento. Com efetivo de pouco mais de 11 mil policiais, a PM-GO conta hoje com cerca de 8 mil policiais divididos em 4 turnos de 2 mil PMs em trabalho efetivo nas ruas do Estado, de acordo com entidades representativas dos policiais militares de Goiás. O déficit da força policial chega a quase 20 mil militares, se considerada a Lei 17.866 de 19 de dezembro de 2012, que fixa o efetivo da Polícia Militar em quase 31 mil policiais militares.

Enquanto a população do estado de Goiás cresceu quase 50% nos últimos 20 anos, o contingente policial militar diminuiu cerca de 15% e a violência, no mesmo período, cresceu 246% no estado. Em 1999, primeiro ano do governo de Marconi Perillo, o índice de homicídios em Goiás era de 13 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2015 esse índice chegou a 45 assassinatos por grupo de 100 mil moradores e fez de Goiás o 5º estado mais violento do País.

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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