Situação do Materno Infantil é consequência da má gestão tucana em Goiás e perdura há muitos anos


A unidade vem apresentando problemas há anos, mas nunca chegou a ser interditada totalmente. Ministério Público acusa o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) de deixar de aplicar quase R$ 600 milhões em ações e serviços públicos de saúde nos últimos 4 anos.

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As críticas ao fechamento do Hospital Materno Infantil, em Goiânia, não param nas redes sociais. Internautas se perguntam por que só agora, há pouco mais de 100 dias do início do governo de Ronaldo Caiado (DEM), a Superintendência Regional do Trabalho em Goiás optou por determinar a interdição total da unidade, se os problemas persistem há pelo menos 10 anos?

Desde 2012, pelo menos, quando a gestão dos hospitais públicos de Goiás foram transferidos para organizações sociais, a saúde estadual vem se deteriorando e excluindo pacientes da sua rede. Sob o argumento de serem unidades reguladas, os hospitais públicos estaduais diminuíram sensivelmente os atendimentos à população, obrigando os Cais e unidades de saúde municipais da região metropolitana a suportarem os pacientes que não encontram atendimentos nos hospitais públicos, principalmente em situações de urgência e emergência.

Em novembro último, o Ministério Público de Goiás abriu duas ações, uma cível e outra penal, contra o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) pela não aplicação do mínimo constitucional de 12% das receitas com impostos em ações e serviços públicos de saúde no Estado. Os valores que deixaram de ser investidos na área em Goiás superam R$ 550 milhões. Essa suposta negligência do governo tucano, de não aplicar o mínimo necessário na saúde estadual, tem como consequência a precariedade da saúde estadual em Goiás.

Apesar do estado de completa deterioração encontrado pelos auditores do trabalho em inspeções feitas nos últimos 4 meses no Hospital Materno Infantil, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social responsável pela administração da unidade de saúde,  recebe, em média, R$ 130 milhões por ano para fazer a gestão do hospital.

Para especialistas e a população em geral, a interdição total do Materno Infantil é um remédio que se apresenta pior do que a doença e coloca em risco a saúde dos pacientes que lá se encontram. A ação da SRT-GO  é vista com preocupação, já que interrompe o atendimento na principal porta de entrada de atendimento pediátrico na Capital.

Vejam o comentário do apresentador Thiago Mendes, da TV Metrópole, sobre o fechamento do hospital.

 

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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