Tesouro Nacional rebaixa Goiás à nota D, a pior de todas


Informação foi repassada ao governador eleito, Ronaldo Caiado, pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes. Caiado busca formas de resolver os problemas mais urgentes do Estado, em especial uma saída para o pagamento da folha de dezembro

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Em reunião com Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do Governo Bolsonaro, Ronaldo Caiado foi informado que  Goiás foi rebaixado pelo Tesouro Nacional à nota D, a pior entre todas as notas atribuídas a um estado. Com isso, o Estado fica impossibilitado de conseguir empréstimos com aval da união.

São três os indicadores usados pela metodologia de classificação dos estados: 1) endividamento; 2) poupança corrente; e 3) liquidez. O indicador de endividamento (DC) utilizado é dado pela relação entre a dívida consolidada bruta e a receita corrente líquida, do exercício anterior.

Já o indicador de poupança corrente (PC) corresponde à relação entre despesas correntes e receitas correntes ajustadas, apuradas pela média ponderada dos três exercícios anteriores, sendo, peso de 50% para o exercício imediatamente anterior e 30% e 20% para os outros dois exercícios.

Por fim, o indicador de liquidez (IL) consiste na relação entre as obrigações financeiras e a disponibilidade de caixa bruta do exercício anterior, considerando-se apenas as fontes de recursos não vinculadas. O indicador apura a existência de recursos prontamente utilizáveis e não vinculados a determinados destinos para fazer frente às obrigações financeiras de curto prazo.

É justamente a liquidez que preocupa o futuro governador de Goiás. Segundo Caiado, a indisponibilidade de caixa do Estado chega a R$ 3,4 bilhões, sendo que cerca de R$ 1,68 bilhão são referentes a folha de pagamento de dezembro e de parte da de novembro, que ainda não foi quitada na sua totalidade.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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