Violência em Goiás é consequência da piora das contas públicas do Estado

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A maioria das pessoas não se interessa pelo resultado das contas públicas ao final de cada exercício. Uns por completo desconhecimento de causa ou por não terem a mínima noção de contabilidade pública, outros porque acham que não conseguem mudar o quadro, a verdade é que as pessoas apenas sofrem as consequências da má gestão dos recursos públicos. Em Goiás, as altas taxas de criminalidade que assolam o estado estão diretamente ligadas à piora das contas públicas do Estado. Governado por Marconi Perillo (PSDB), Goiás amarga sucessivos rombos contábeis que vêm se acumulando de forma muito acentuada nos últimos 4 anos.

Com o limite de gastos com pessoal batendo no teto constitucional, o governo de Marconi Perillo se vê impossibilitado de convocar concursados e/ou abrir novos concursos para provimento de vagas no serviço público. Quando o faz, como é o caso do último concurso da Polícia Militar e Polícia Civil, é obrigado a inovar e adotar medidas que acabam por precarizar os serviços. Desde 1999, primeiro ano do primeiro mandato de Marconi como governador do estado, o efetivo da polícia só diminuiu, muito embora o governador tenha sancionado lei que definiu o efetivo da PM goiana em 31 mil policiais, o que deveria se suprido em até 10 anos. Cinco anos já se passaram e o número de policiais continua o mesmo, senão menor, já que muitos foram para a reserva.

Com rombos na casa de R$ 5 bilhões, as contas de governo mostram um estado impossibilitado de investir em segurança pública e outras áreas prioritárias. Em 2015, por exemplo, o governo investiu apenas 1,51% da sua Receita Corrente Líquida em programas de segurança pública. Foram pouco mais de R$ 330 milhões investidos numa área que tem sido o grande gargalo da administração tucana. Por conta dessa falta de ação, Goiás chegou ao 5º lugar no ranking de mais violentos do País. Aqui, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes é de 45,3, quase quatro vezes a taxa atribuída a São Paulo, que é de 12 mortes por cada grupo de 100 mil moradores.

Com investimentos abaixo do mínimo exigido pela constituição na área da saúde e educação, as perspectivas para o Estado de Goiás são as piores possíveis. Alheio ao sofrimento da população, o governo de Marconi Perillo abusa das ações midiáticas para induzir o cidadão ao erro. Nos últimos 6 anos o gasto com publicidade chegou a R$ 850 milhões. Programas como Goiás na Frente, por exemplo, nada mais são do que subterfúgios para tirar o foco de problemas substanciais que têm deixado a população do estado em pânico total.

 

Sobre o autor

Graduando em Administração de Empresas pela UFG - Campus Goiânia, crítico das práticas politiqueiras e absolutamente intolerante a corrupção. @regesmaia

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