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Política

Deputado e pré-candidato a prefeito de Goiânia é derrotado na tentativa de constranger Iris Rezende

Com mais de 20 contrários, o plenário da Assembleia Legislativa de Goiás rejeitou uma moção de repúdio contra o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB). A proposta de autoria do deputado Major Araújo (PSL) tinha como pretexto as medidas adotadas pelo gestor municipal para contenção de despesas no âmbito da Prefeitura, motivadas pela grave e abrupta queda na arrecadação do município em virtude da pandemia do coronavírus

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O momento é absolutamente inoportuno, mas vários pré-candidatos a prefeito de Goiânia e também a vereador insistem em aproveitar das nefastas consequências da grave crise provocada pela pandemia do novo coronavírus para fazer uso político das dificuldades experimentadas pela população e pelo poder público e assim tentarem alavancar suas pretensas candidaturas. Foi o que ocorreu na tarde ontem, 22/04, na Assembleia Legislativa de Goiás, quando o deputado estadual Major Araújo (PSL) e pré-candidato a prefeito de Goiânia tentou aprovar uma moção de repúdio ao prefeito Iris Rezende (MDB).

Diante da grave crise econômica que se abateu sobre o Brasil e o mundo, cujas consequências têm sido a abrupta queda na arrecadação dos entes públicos, o prefeito Iris Rezende tomou uma série de medidas para contenção de despesas, a fim de garantir recursos para a saúde e também para o pagamento em dia da folha dos servidores.

O deputado Major Araújo, no entanto, tem explorado de forma negativa – sem análise do mérito e nem tampouco apresentar soluções para os problemas – as medidas tomadas pelo gestor municipal, num claro sinal de que pretende colher dividendos políticos com as ações da administração municipal que, entre outros cortes, suspendeu o contrato de cerca de 3,1 servidores temporários. O deputado propôs à Assembleia que fosse aprovada uma moção de repúdio ao prefeito da capital, mas foi derrotado em plenário com mais de 20 votos contrários à sua intenção.

A Prefeitura de Goiânia, assim como o Estado de Goiás, estima ter reduções drásticas na arrecadação nos próximos meses. A retração econômica deve tirar dos cofres do município cerca de R$ 300 milhões até agosto. A estimativa é que Goiânia perca 25% de sua arrecadação própria. Como os demais entes subnacionais brasileiros, Goiânia espera a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei Complementar 149,  que visa recompor as perdas da arrecadação dos estados e municípios, garantindo, ao menos, os mesmos valores referentes a 2019. O projeto prevê, ainda, a suspensão de dívidas com a União, Caixa Econômica e BNDES. O PLC foi aprovado na Câmara com 441 votos a favor.

 

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