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Escrivã diz que o Estado “ajudou” a matar o policial civil Oscar
Charife Abraão.

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“Oscar Charife se foi e entrou para as estatísticas de policiais mortos em combate”. Assim começa a emocionada carta da escrivã de Polícia Civil, Keithe Amorim, publicada hoje, 10/02, na coluna Carta dos Leitores do Jornal O Popular. A mensagem é, antes de tudo, uma homenagem póstuma ao colega que tombou morto, vítima de disparo de arma de fogo quando tentava evitar um assalto a uma sanduicheria, no setor oeste, em Goiânia, no último domingo. Durante o confronto um dos bandidos foi morto pelo policial e outro ferido. O terceiro marginal conseguiu fugir.

“Já nem sei mais se meu corpo dói hoje em decorrência de uma suposta dengue, ou do cansaço de uma caminhada infrutífera, de resultados desastrosos. Está tudo errado, tudo fora do equilíbrio. E se meu coração está tão pequeno, dolorido e cansado, fico a imaginar os dos pais do meu colega Oscar. Deus tenha compaixão de nós, policiais! Permita-nos compartilhar da sorte de voltarmos vivos para nossas casas, enquanto for da Sua vontade”, diz outro trecho da carta.

Para a policial, “Ainda que tenham sido três os autores do roubo, o que não podemos negar é que contaram com a ajuda inequívoca do Estado, quando deu aos autores a oportunidade de andarem armados; quando fechou os olhos ao clamor dos próprios policiais, que têm implorado diuturnamente por maior efetivo policial, por estrutura de trabalho, por salários dignos”, desabafou.

Keithe criticou, ainda, a atitude da Secretaria de Segurança Pública de Goiás e o governo que se limitaram a enviar coroas de flores, “como se elas sanassem a ausência de um pai, de um filho, um amigo, um guerreiro”.

Leia a íntegra da carta clicando aqui

 

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