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Política

Goiânia deve perder R$ 623 milhões em receitas este ano, aponta levantamento da Prefeitura. Apenas em abril, as perdas chegaram a R$ 121,5 milhões

O prefeito Iris Rezende foi à Câmara Municipal de Goiânia na manhã desta segunda-feira apresentar os resultados fiscais da sua gestão referentes aos primeiro quadrimestre de 2020.

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O prefeito Iris Rezende (MDB) esteve na manhã desta segunda-feira, 1/06, na Câmara Municipal de Goiânia, onde prestou contas dos resultados fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2020 da sua atual gestão. O números apresentados pelo emedebista aos vereadores mostram que a pandemia do novo coronavírus deve provocar perdas de arrecadação para o município na ordem de R$ 456 milhões na comparação com o resultado de 2019 e de R$ 623 milhões frente ao estimado para este ano. A previsão é que ocorra frustração de receitas até o mês de dezembro.

Para o prefeito Iris Rezende, as consequências da grave pandemia que assola o mundo também estão sendo sentidas pela Prefeitura de Goiânia, o que não poderia ser diferente. Segundo ele, o cenário é preocupante e as medidas estão sendo tomadas para garantir recursos para a manutenção da máquina pública, especialmente para a área da saúde.

“Não critico o ato (decretos do Estado) porque, como médico, o nosso governador (Ronaldo Caiado) tem conhecimento muito mais profundo na questão de saúde, mas o fechamento total do comércio tem sido um desastre para nossa economia”, afirmou.

Embora a análise do desempenho fiscal de Goiânia entre os meses de janeiro e abril aponte um superávit orçamentário de R$ 303,6 milhões e também um superávit primário de R$ 199,6 milhões, ao contrário do que ocorreu em Goiânia nos anos de 2018 e 2019, o exercício de 2020 deve ser encerrado com déficit fiscal, explica o secretário municipal de Finanças de Goiânia, Alessandro Melo.

Só no mês de abril, a cidade perdeu R$ 13,9 milhões (-68,34%) oriundos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); R$ 5 milhões (-44,36%) do ISTI; R$ 16,5 milhões (-35%) do IPTU/ITU; R$ 15,4 milhões (-33,13%) do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e R$  17,2 milhões (-26,11%) do ISS. A expectativa era a de que a arrecadação desses tributos somasse R$ 301,4 milhões. O que foi efetivado, no entanto, chega a apenas R$ 179,9 milhões. Frustração de R$ 121,5 milhões ou 40,30% do previsto.

 

 

 

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